A tecnologia traz benefícios na medicina em diversos níveis hierárquicos, mas a sensação que temos é que se não for inteligência artificial não é moderno nem apresenta benefício claro.
Essa é uma leitura errada e uma publicação recente no congresso do American College nos mostra que a tomada de decisão assistida por tecnologia pode melhorar a oferta de um serviço de saúde de qualidade.
Entendemos que em diversas ocasiões presenciamos uma baixa taxa de indicação de intervenções valvares, mesmo que esses pacientes se enquadrem literalmente dentro das diretrizes.
As razões para que isso ocorra são diversas e precisam ser analisas dentro de diversos contextos de saúde. Aqui as fragilidades podem estar em vários níveis da linha de assistência à saúde.
Podemos ter um serviço de baixa expertise e resultados aquém do que se espera e por essa razão, termos uma baixa prevalência de encaminhamento para correção intervencionista.
Por outro lado, o problema pode estar no momento do diagnóstico. Profissionais da área da saúde podem não estar preparados adequadamente para identificar a diagnosticar valvopatias graves o que impediria o paciente de ser adequadamente referenciado.
Outro ponto mais recentemente levantado é a organização e alça de feedback bem alinhada após a realização de exames diagnósticos por imagem. O paciente passa por um ecocardiograma, tem diagnosticado uma valvopatia grave e por diversas razões o médico assistente não é adequadamente avisado e o paciente pode perder seguimento.
Um trial interessante nos mostrou que a simples notificação eletrônica aos serviços de saúde apontando para pacientes que realizaram os exames e esses foram positivos, dentro dos critérios estabelecidos por guidelines elevou substancialmente as referências para intervenção valvar, seja cirúrgica convencional, seja transcateter.
É interessante ressaltar que esse tipo de tecnologia não demanda uso de inteligência artificial, mas sim algoritmos simples que podem melhorar o suporte e é bem verdade que esse tipo de estrutura eletrônica não é novidade.
Diversos prontuários eletrônicos já se valem dessa tecnologia, mas em diversas situações a equipe médica se queixa de ser inoportuno e burocratizar o fluxo de atendimento.
É importante aqui entender os dois lados. De fato, em diversas ocasiões esses alertas atrapalham mais do que ajudam, pois foram desenvolvidos por profissionais que não entendem exatamente os pontos de atenção e o fazem para cumprir tarefas burocráticas institucionais.
Por outro lado, temos os profissionais que por limitações técnicas preocupantes se queixam de burocracia, mas que não enxergam o real benefício e risco que poderia ser mitigado diante de notificações de sistema.
A verdade é que quando bem estruturado, a notificação reduziu as falhas de indicação e também o tempo até a intervenção, uma vez diagnosticado. E interessante observar que, quanto mais organizado e estruturado é o serviço, melhores foram os resultados encontrados nessas automatizações de notificação.
Mas é fundamental ressaltar que a tomada de decisão é um ato exclusivo do médico junto ao paciente e familiares e que nem todos os pacientes que estejam enquadrados pelas diretrizes como indicados a intervenção vão para intervenção por diversas razões. Uma coisa é ter indicação, outra é ser submetido a uma intervenção.
Literatura Sugerida:
1 – Batchelor, W, Lindman, B, Coylewright, M. et al. Automated Alerts to Improve Timely Evaluation and Treatment of Valvular Heart Disease: The ALERT Trial. JACC.
Click Valvar#726 – Algoritmos na Cardiopatia Estrutural
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