Valvopatias

Valvopatia: O que é?

Entender a Valvopatia é o primeiro passo para diagnosticar e tratar adequadamente.

Atualmente na cardiologia, o interesse pela valvopatia vem crescendo exponencialmente, com um número cada vez maior de publicações nas maiores revistas de medicina do mundo.

Mais de 2/3 dos indivíduos acima de 65 anos apresentam algum grau de doença valvar diagnosticado através de rastreio ecocardiográfico. No entanto, impacto em sobrevida acontece quando encontramos lesões de graus moderado a importante. O grau discreto não apresenta impacto no longo prazo.

Diante disso, para entender a valvopatia, devemos aprender como classificar o grau de acometimento da valva envolvida. Desde 2014 utilizamos uma classificação proposta pela American Heart Association que é muito prática.

Classificação de Valvopatias:
Segundo a diretriz norteamericana de doença Valvar [diretriz norteamericana], temos uma classificação de estágios A a D seguindo o exposto abaixo:

Estágio A – fator de risco para lesão valvar
Estágio B – lesão valvar de grau discreto ou moderado
Estágio C – lesão valvar de grau importante, mas assintomático
Estágio D – lesão valvar de grau importante e sintomático

Quais são as valvas?

Temos 4 valvas no coração, sendo elas:

Valva mitral
Também chamada de valva atrioventricular esquerda, comunica o átrio esquerdo ao ventrículo esquerdo. Durante a diástole, deve estar completamente aberta para o sangue passar sem obstrução, já durante a sístole ventricular, deve estar fechada e competente para evitar que o sangue volte ao átrio esquerdo.

Valva aórtica
Também chamada de valva ventrículo-arterial esquerda, comunica o ventrículo esquerdo à artéria aorta. Durante a sístole ventricular, deve estar completamente aberta para que o sangue passe para o interior da artéria aorta sem obstrução e durante a diástole ventricular, deve estar completamente fechada para evitar que o sangue retorne ao interior do ventrículo esquerdo.

Valva tricúspide
Também chamada de valva atrioventricular direita, comunica o átrio direito ao ventrículo direito. Durante a diástole, deve estar completamente aberta para o sangue passar sem obstrução, já durante a sístole ventricular, deve estar fechada e competente para evitar que o sangue volte ao átrio direito.

Valva pulmonar
Também chamada de valva ventrículo-arterial direita, comunica o ventrículo direito à artéria pulmonar. Durante a sístole ventricular, deve estar completamente aberta para que o sangue passe para o interior da artéria pulmonar sem obstrução e durante a diástole ventricular, deve estar completamente fechada para evitar que o sangue retorne ao interior do ventrículo direito.

Literatura sugerida
1- Braunwald, Eugene. Tratado de medicina cardiovascular. 10ª ed. São Paulo: roca, 2017. v.1 e v.2.

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