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Tratamento Transcateter da Mitral

Tratamento Transcateter da Mitral

Implante de Próteses – PARTE I

Esse assunto é tão complexo e atrai tanto a atenção dos cardiologistas que vamos abordá-lo em seus pormenores dividindo em 3 matérias para vocês acessarem todos os detalhes inerentes à abordagem transcateter da valva mitral.

A abordagem transcateter tem se desenvolvido bastante com as recentes inovações, tanto de dispositivos, quanto de métodos de imagem. Diante desse contexto, o uso de dispositivos de clip edge-to-edge, Valve-in-Valve e suas variantes e a troca valvar transcateter são alternativas para a intervenção mitral.

Nosso foco dessa série de postagens será no valve-in-valve e suas alternativas, como o Valve-in-Ring e o Valve-in-MAC.

Conhecemos bem a desafiadora anatomia da valva mitral e sua correlação tridimensional, principalmente quando pensamos em abordagem da valva nativa. Mas quando há o implante de uma bioprótese, ou outro dispositivo como um anel semi-rígido, a anatomia tende a se alterar, seguindo um caminho para o circular e plano, diferente do formato em cela tradicional.

Com essa nova conformação espacial, devemos estar atentos para o deslocamento anterior da porção anterior da valva mitral que poderia levar a um estrangulamento da via de saída e, por consequência, obstruir a via de saída do VE. É bem verdade que essa complicação é muito temida, mas pouco encontrada.

Para prever e evitar ao máximo essa evolução, algumas publicações tentam trazer fatores preditores para serem contemplados no screening. Alguns critérios já foram mais utilizados, mas hoje estão em segundo plano, como angulação entre mitral e via de saída do VE e espessura do septo na região basal. Atualmente, o cálculo da nova via de saída do VE (<200mm2), em simulação tridimensional é o preditor mais importante e deve ser feito por mãos experientes.

Outra informação preciosa é o tamanho real da prótese já implantada. Além de descrições cirúrgicas e relatos de prontuário, devemos ter em mente que a reconstrução tomográfica confirma e da segurança na escolha do dispositivo transcateter que será implantado.

Aqui vale uma ponderação. Existe uma diferença anatômica entre biopróteses que usam material porcino e bovino. Em teoria, os folhetos bovinos são mais longos que poderiam ter algum risco maior de obstrução na via de saída, em casos de ventrículos muito pequenos, mas, de forma prática, esse risco é mais teórico do que real.

Acompanhe a próxima postagem sobre o tema…

Literatura Sugerida: Little SH, Bapat V, Blanke P, Guerrero M, Rajagopal V, Siegel R. Imaging Guidance for Transcatheter Mitral Valve Intervention on Prosthetic Valves, Rings, and Annular Calcification. JACC Cardiovasc Imaging. 2021 Jan;14(1):22-40.

Confira o artigo completo

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