Geral

Valve-in-Valve Aórtico

By 25 de março de 2021 abril 10th, 2021 No Comments

Valve-in-Valve Aórtico

Acompanhamento de longo prazo

Como temos falado recentemente aqui na nossa plataforma, o Valve-in-Valve (ViV) é uma alternativa, cada vez mais corriqueira, para correção de uma deterioração de bioprótese, sendo a posição aórtica a mais realizada e estudada.

Com o implante de biopróteses em pacientes cada vez mais jovens, se fez necessário compreender o comportamento de um ViV ao longo dos anos, visto que esses indivíduos devem sobreviver alguns anos com essa composição de dispositivos.

Aparentemente, o tamanho da prótese disfuncionante é um dos determinantes da sobrevida, reintervenção e comportamento desses indivíduos. Próteses pequenas tendem a se configurar num mecanismo de mismatch com o implante de um TAVI em seu interior.

Com um olhar geral, ao longo de 8 anos, pouco mais de 1/3 dos pacientes está vivo, após se submeterem ao procedimento. No entanto, vale ressaltar que nesse momento do desenvolvimento do procedimento, os pacientes eram bem mais graves e, na sua imensa maioria, acima de 75 anos.

Tentando entender melhor esses pacientes para podermos selecionar aqueles que poderiam apresentar uma longevidade maior, encontramos que biopróteses menores do que 21 são péssimas para a sobrevida desses indivíduos.

A reintervenção nesses pacientes ocorre, mas em taxas bem menores, visto que um novo procedimento semelhante levaria uma área efetiva muito reduzida e uma abordagem cirúrgica convencional não deve ser bem tolerada por esse tipo de pacientes. A exceção se faz nos casos de trombose de prótese que demandaram novo implante.

Outro aspecto que teve impacto na curva de sobrevida foi o tipo de prótese transcateter utilizada. Próteses intra-anulares apresentavam gradientes finais elevados e maior incidência de mismatch, quando comparados com aquelas com folhetos supra-anulares.

Como alternativas, surgiram as próteses com anel expansível, que facilita uma dilatação em uma intervenção futura melhorando os resultados do pós-operatório.

De forma geral, temos que o ViV aórtico é uma alternativa, mas em indivíduos com biopróteses pequenas e à disposição dispositivos transcateter anulares, talvez seja melhor rever a opção terapêutica.

Literatura Sugerida:
1 – Bleiziffer S, Simonato M, Webb JG, et al. Long-term outcomes after transcatheter aortic valve implantation in failed bioprosthetic valves. Eur Heart J. 2020 Aug 1;41(29):2731-2742.

Compartilhe esta postagem

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on print

Deixe um Comentário

Privacidade e cookies: Este site usa cookies. Ao continuar no site você concorda com o seu uso. Para saber mais, inclusive como controlar cookies, veja aqui: Política de cookie

As configurações de cookies deste site estão definidas para "permitir cookies" para oferecer a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar as configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, estará concordando com isso.

Fechar