Imagem no ViV Aórtico

Abordagem Multimodalidade

Da mesma forma que os pacientes candidatos à TAVI são rastreados com uma série de exames de imagem multimodalidade e acompanhados de perto com diversos métodos, aqueles que são indicados para o Valve-in-Valve aórtico vivem a mesma tendência.

Avaliação da prótese já implantada é fundamental para entendermos se o paciente preenche determinados critérios de elegibilidade para tal procedimento. Primeiro seria entender o adequado mecanismo da disfunção protética, visto que Leaks não são adequadamente tratados por essa técnica.

Nesse ponto, tanto o rastreio diagnóstico, quanto o planejamento terapêutico são fundamentais. Tamanho de anel protético, altura das coronárias e previsão de possível mismatch estão entre os dados obrigatórios da avaliação desses pacientes com o uso de ecocardiografia tridimensional e tomografia computadorizada.

Seios de valsalva menores do que 30mm e óstios mais baixos do que 12 mm são preditores de alto risco de obstrução coronariana no implante de um valve-in-valve, principalmente aqueles com próteses supra-anulares que costumam apresentar melhor performance hemodinâmica.

Casos com envolvimento infeccioso, como endocardite, devem ser adequadamente avaliados no pré-procedimento para entendermos a melhor estratégia. Nesses casos, muitas vezes a indicação de um Valve-in-Valve pode ser um grande risco de infectar o novo dispositivo.

O uso de modelos de impressão tridimensional vem ganhando espaço para uma melhor avaliação e predição de eventos negativos. Desde treinamento realístico até escolha da melhor prótese, esse modelo impresso parte da necessidade de aquisição de imagens de qualidade e com boa definição, sendo a tomografia o método atualmente mais utilizado.

A partir do implante da nova prótese, o acompanhamento evolutivo é importante através de parâmetros hemodinâmicos e morfológicos para entendermos uma possível deterioração precoce do dispositivo.

Cada vez mais teremos que compreender detalhes específicos desse grupo de pacientes, pois as indicações de intervenção estão se difundindo e o perfil de pacientes vem sofrendo alterações importantes. 

Viveremos em breve o tempo das imagens de fusão, será fantástico!

Literatura Sugerida:
1 – Bax JJ, Delgado V, Hahn RT, et al. Transcatheter Aortic Valve Replacement: Role of Multimodality Imaging in Common and Complex Clinical Scenarios. JACC Cardiovasc Imaging. 2020 Jan;13(1 Pt 1):124-139.

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