Índices de Fragilidade no TAVR

Prognóstico?

Como de costume, quando trazemos para a plataforma discussões sobre estenose aórtica senil e TAVR, logo imaginamos um idoso cheio de comorbidades. Existe uma tendência atual de realizar a avaliação geriátrica ampla (AGA) com diversos testes para estabelecer melhor os índices de fragilidade e, desta forma, estabelecer prognósticos mais acurados.

Na grande maioria das vezes, a AGA não se propõe a contraindicar determinada intervenção, mas sim munir o cardiologista de dados para, junto da família, explicar os riscos, benefícios e possíveis complicações que o procedimento pode trazer.

Os critérios comumente avaliados são medidas do estado nutricional e perda de massa muscular, bem como comprometimento funcional e cognitivo do idoso.

Uma grande coorte avaliou os índices de fragilidade e seus impactos no prognóstico dos pacientes submetidos a TAVR e os resultados foram interessantes. O baixo nível sérico da albumina foi o índice preditor mais forte de desfechos negativos. Outros índices se mostraram também preditores, mas com menor poder estatístico, como teste de caminhada de 5 metros e presença de anemia. Quando falamos em desfechos nessa população, incluímos mortalidade, sangramentos e readmissão hospitalar.

Dado que chamou muita atenção nessa coorte é que não houve correlação entre idade e fragilidade, ou seja, todos os pacientes submetidos a TAVR deveriam passar por criteriosa análise de índices de fragilidade.

Se o leitor observar, esses critérios de fragilidade representam em alguma parte o status nutricional do idoso e como tal, pode ser revertido. Assim, estar atento a essa alteração e possivelmente tratar antes do procedimento maior, pode ter resultados positivos, embora pouca literatura sobre isso esteja disponível atualmente.

Uma consulta médica com geriatra para realizar a AGA, costuma levar em torno de 1 hora, dessa forma, os pesquisadores envolvidos nessa publicação sugerem que inicialmente sejam avaliados os índices de albumina sérica e anemia. Se os dois positivarem para fragilidade, progride-se para o teste da caminhada de 5 metros.

Independente da referência que você for seguir, o objetivo das mesmas é tentar, no menor tempo disponível, trazer a mesma acurácia da avaliação da AGA. Tenhamos em mente que a avaliação de fragilidade no idoso é fundamental para estimar prognóstico, prever complicações e o mais importante, deixar claro para a família e paciente os ganhos esperados com a terapia intervencionista.

Literatura recomendada
1 – Kiani S, Stebbins A, Thourani VH, et al; STS/ACC TVT Registry. The Effect and Relationship of Frailty Indices on Survival After Transcatheter Aortic Valve Replacement. JACC Cardiovasc Interv. 2020 Jan 27;13(2):219-231.


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