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Insuficiência Tricúspide

Insuficiência Tricúspide

Método de Imagem

A insuficiência tricúspide de grau discreto é comum na população geral e não agrega risco ou comorbidades ao indivíduo. No entanto, quando a mesma evolui e eleva seu volume regurgitante, o prognóstico começa a se alterar.

Durante muitos anos essa disfunção valvar foi ignorada e na última década, uma série de métodos diagnósticos estão sendo aplicados a ela, mas o que temos atualmente como padrão-ouro na primeira avaliação é a ecocardiografia transtorácica.

Como todos os métodos, o ecocardiograma apresenta limitações inerentes ao seu princípio e, em alguns casos, é necessário procurar outros métodos de imagem multimodalidade para uma adequada quantificação e avaliação da insuficiência tricuspídea.

Baseada nesse princípio, diversos serviços usam a ressonância para avaliação complementar de uma insuficiência tricúspide, embora muitos apenas a utilizam para avaliação da função sistólica do ventrículo direito. As alterações valvares, propriamente ditas começaram a ter maior interesse recentemente, fazendo diversos especialistas colocarem frente a frente ambos os métodos.

De forma geral, os dois métodos se equivalem para avaliar o grau de regurgitação tricúspide. A correlação entre ambos os métodos na definição por classes em discreto, moderado e importante é boa e ambos traduzem a leitura clínica adequada.

As avaliações do refluxo demandam um adequado alinhamento para uma mensuração válida e em alguns casos, o alinhamento pelo ecocardiograma é um grande desafio. No entanto, outros parâmetros podem ser usados para ajudar o especialista a classificar a gravidade da insuficiência tricúspide, como o refluxo em veias hepáticas.

Como há um elevado conhecimento em diversos aspectos ecocardiográficos, colocando o método como consagrado, o cardiologista ecocardiografista experiente consegue unir diversos sinais para chegar a uma conclusão. No atual momento, diversos serviços de imagem estão no início da curva e aprendizado do uso da ressonância na cardiologia.

Portanto, um ecocardiograma bem feito é muito mais importante do que uma ressonância, principalmente pensando em disponibilidade de exames e assistência à saúde. Um ponto que parece ser incontestável é a avaliação da função sistólica do VD, mas se você tem a disposição a complementação tridimensional na ecocardiografia, a disputa volta a ficar acirrada.

Então ficamos assim: primeira abordagem com ecocardiografia. Surgiu algum desafio ou confusão diagnóstica? Complementa com a ressonância.

Literatura Sugerida:
1 – Zhan Y, Senapati A, Vejpongsa P, et al. Comparison of Echocardiographic Assessment of Tricuspid Regurgitation Against Cardiovascular Magnetic Resonance. JACC Cardiovasc Imaging. 2020 Jul;13(7):1461-1471.

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