Próteses Auto Expansíveis

Tipo de TAVI

O procedimento TAVI se consolidou como alternativa viável para o tratamento da estenose aórtica senil, inicialmente em pacientes de alto e moderado riscos e atualmente também para os de baixo risco cirúrgico.

De forma geral, dois mecanismos são usados para o implante percutâneo dessas próteses, aquelas que são implantadas através de uma dilatação de um balão ou aquelas que após liberadas, se auto expandem.

Desde que surgiu, várias gerações das mesmas próteses foram lançadas, uma a uma, com o objetivo de reduzir determinada incidência de complicações que o modelo anterior apresentava. Assim, acompanhamos verdadeiras elevações de performance nesses grupos de pacientes.

Especificamente as próteses auto expansíveis, com o dispositivo da medtronic como o mais difundido e utilizado, já apresenta 3 gerações, a CoreValve, a Evolut R e a mais recente Evolut PRO.

Da primeira para a segunda geração, talvez tenhamos visto a maior mudança, com reestruturação na armação de Nitinol com elevação de força radial e manutenção de sua configuração com os folhetos supra anulares. Assim apresentou redução significativa na ocorrência de marcapasso e distúrbios de condução, complicação até então muito frequente nesse tipo de prótese.

Para a terceira geração veio o acréscimo de uma bainha externa para reduzir a ocorrência de Leak para-protético, sem interferir na performance hemodinâmica e nem na incidência de novos casos de necessidade de implante de marcapasso.

Dessa forma, o atual cenário do TAVI é animador, visto que anos se passaram e as próteses que já eram forjadas em tecnologia de ponta, agora vivem uma fase bem mais madura e de acompanhamento a longo prazo.

Necessidade de marcapasso reduzido, mas ainda maior do que nas próteses balão-expansíveis, Leak para-protético acima de discreto praticamente inexistente e performance hemodinâmica mantida com as melhorias nas gerações fazem as atuais próteses auto expansíveis serem muito fortes nesse mercado e garantirem seu lugar, pois a escolha passa pelo médico entender quais os riscos correr e os benefícios gerar, tendo posse dos dados observados ao longo dos anos.

Literatura Sugerida: John K. Forrest, Ryan K. et al, Three Generations of Self-Expanding Transcatheter Aortic Valves: A Report From the STS/ACC TVT Registry, JACC: Cardiovascular Interventions, Volume 13, Issue 2, 2020, Pages 170-179.

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