Doença da valva aórtica bivalvar

Antigamente chamada de bicúspide, é presente em cerca de 1-2% da população, sendo mais prevalente no sexo masculino (70-80%). A manifestação mais comum é a fusão das cúspides coronarianas direita e esquerda, com formação de uma rafe nessa região, simulando, quando fechada, uma valva com 3 válvulas.

Está frequentemente associada a acometimento da aorta, com dilatações e degeneração acelerada da camada média da aorta (risco de dissecção 5-9 vezes maior). O local e a gravidade da dilatação parecem não ter correlação com a gravidade da valvopatia.

Em diversas vezes é um achado do ecocardiograma, em fase em que não encontramos lesão hemodinâmica (estágio A). Alguns indivíduos podem apresentar clique de abertura e pequenos ruídos ejetivos, mas sem repercussão.

Quando manifestam disfunção valvar, é mais comum em jovens a manifestação do tipo insuficiência e em fases adultas, tipo estenose. São considerados riscos para eventos cardíacos, idade acima de 30 anos e lesão de grau moderado a importante, ou seja, quando vive tempo suficiente para que uma valva bivalvular que gere fluxo turbilhonado apresente disfunção. Essa, por sinal, é a explicação para o desenvolvimento de calcificação em pacientes com idade entre 40 e 60 anos.

Literatura sugerida:

1 – Otto CM, Bonow RO. A Valvular Heart Disease – A companion to Braunwald’s Heart Disease. Fourth Edition, 2014.

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